quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Os vegetarianos (e veganos) são muito corajosos e as vegetarianas (e veganas) muito tolerantes * !


*Este texto foi escrito a partir de críticas feitas a algumas minorias em um jornal, por isto são mencionadas as minorias que ilustraram o discurso que aqui é criticado. Estes artigos ofensivos falavam de vegetarianos e depois de nossas manifestações e pedidos de resposta não atendidos as criticas se particularizam para "as vegetarianas" e é por isto que emprega-se o termos vegetariano e não vegano. E nota posterior: em 2008 o veganismo não era tão difundido como o vegetarianismo, por isto mantêm-se a expressão vegetariano e vegetarianismo mesmo quando se quer dizer vegano.

Nos últimos tempos deram para ofender os vegetarianos e principalmente as vegetarianas. Pois somos atacadas com palavras ofensivas a título de piada em espaços importantes na mídia sem que tenhamos o mesmo espaço ou mesmo oportunidade de resposta. Isto acontece nas grandes mídias como jornais e mesmo na TV quando nos atacam de forma indigna e até em rede para todo país. As piadas, na maioria das vezes de mau gosto ou sem graça, escondendo o preconceito e algumas vezes com indisfarçada agressividade.
Isto tudo mesmo depois de uma conhecida reação nossa, considerada bem humorada, pela própria mídia em reação a estes ataques inglórios. Eu pessoalmente me incomodo menos do que falam dos vegetarianos e vegetarianas e mesmo dos defensores dos animais, confundidos e misturados por aqueles que nem sabem que categorias são estas, da mesma forma que nos confundem com comedores de salada. O que me incomoda neste discurso não é a agressão a este grupo a que pertenço, ou mesmo qualquer ofensa individual, mas o que me incomoda é este discurso pró liberdade individual de quem tenta garantir de forma tão contumaz a sua.
Este discurso vindo de quem é branco, homem, de confortável posição socioeconômica, curso superior, cristão, formador de opinião com espaço na mídia nos coloca imediatamente em posições bem desiguais comparadas ao nosso espaço. Nós, vegetarianas, mulheres, defensores de direitos de animais, reles mortais que sequer podemos escolher a imprensa que gostaríamos de ler, já que nem sempre há alternativas, nem espaço para respostas às piadas e outras ofensas que nos dizem.
E nós vegetarianos ainda nos opomos à ideologia dominante! Outro dia fomos alvo de piadas em programa importante na TV quando fomos chamados de covardes a "título de piada". Fomos chamados de covardes por preferirmos a salada ao coelho e eu acrescentaria também à vaca.
Às vezes destilam sobre nós somente fel e a nós, não importa se por sermos mulheres, vegetarianos, ou pessoas invisíveis como diriam grandes sociólogos ao reportarem-se aos dominados, nos cabe apenas o espaço do ridículo nas palavras destes que nos agridem, ou da ironia de outros.
Pois querem liberdade para fazer piadas de gordos, mulheres, anões, pernetas, homossexuais, tanta gente que tem sido comumente ridicularizada, alvos do desejo de fazer piada livre, numa selvagem liberdade de expressão para gracejar de minorias; liberdade para poder tudo e até "brincar" com isto.
A nós só cabe o espaço de ouvirmos caladas, porque nem sérias podemos ser, porque isto se tornou também motivo de ridícularização, de ofensa, e na maioria da vezes algo deslocado, porque nem sempre há sequer humor nas piadas que nos dirigem e que se parecem mais acusações. Temos que ser como os negros discriminados do século passado que acabavam cruzando a calçada para o branco passar e quem sabe até ouvir, como eles, que somos mais preconceituosos do que aqueles que nos discriminam. Talvez quisessem nossa passividade e impossibilidade de podermos reivindicar a mesma liberdade, já que feminismo, ecologia, vegetarianismo e veganismo tornam-se lutas inglórias nas palavras de quem nos ofende. Isto ocorre sem que tenhamos feito nada para merecer esta desvalorização, apenas basta sermos diferentes, ou lutarmos pela liberdade daqueles que não têm voz!
Sim somos diferentes e queremos libertar vacas, galinhas e mesmo os grupos que nos ofendem gostaríamos que merecessem respeito e não a exclusão como ocorre conosco, a nós minorias. Nós eventualmente apenas reagimos a estes ataques eventuais, mas me parece que até nos consideraram bem humorados e não sérios, apesar de não termos o mesmo espaço na mídia, nem em jornais e o que dizer da grande mídia, a televisão.
Para nós restam protestos e espaços quase clandestinos na internet, porque não temos o mesmo espaço para expressar nossa opinião, mas felizmente temos conseguido ser mais bem humorados do que a seriedade que querem nos imputar.
O que me incomoda nisto tudo não é a ofensa às vegetarianas, mas este discurso pró liberdade individual "genérico", vindo de quem quer que seja. Porque no meu entender já era para termos assimilado que vivemos em sociedade com um Estado com o papel de garantir os ditos direitos de que tanto se falam, principalmente aqueles que querem garantir os seus.
A nossa diferença não está na dieta, mas no valor que damos à liberdade. A minha liberdade, aquela que eu prezo, aquela pela qual eu luto, aquela que me coloca exposta, apesar de não ter direitos de resposta, é a liberdade de todos, é aquela que se conjuga com a igualdade de direitos e justiça social.
Não quero uma liberdade para beber antes de dirigir,mesmo que seja o que alguns chamariam "com moderação", não quero uma liberdade para portar armas e me defender como eu bem entender, e muito menos para fazer piadas de minorias, e destilar agressividade para quem não tem direito de resposta. Não ! Não quero uma liberdade para fazer o que eu quero. Eu quero muito mais, quero a liberdade distribuída de forma igual para todos, quero a dignidade igual para todos, para os comedores de salada, mas quero também para as vacas ! Sim para as vacas, e a partir do que disseram, de que seriamos covardes em escolher a planta e não o coelho , eu acrescentaria também liberdade para os coelhos que comem a salada como fazem também as vacas. E como já dissemos em certo manifesto: para as vacas, para as galinhas, para os homossexuais e até mesmo para quem quer liberdade para beber antes de dirigir ou usar o celular enquanto dirige ! (Mas não a liberdade irresponsável de poder beber e dirigir, por exemplo).
E quero esta liberdade preservada para todos , garantida para todos, por isto quero um Estado forte, que garanta isto para todos, já que para alguns é preciso garantir esta liberdade.
Mesmo que a liberdade das vegetarianas, vacas, jornalistas ou de quem quer que seja comporte as diferenças de toda a diversidade existente no âmago do sentido da liberdade que é inclusive o difícil ato de ser diferente. Sim, nós vegetarianos queríamos poder ser diferentes na diversidade sem a opressão que existe nesta desigualdade que há neste mundo desigual , já que permite este lugar indigno que dão a nós mulheres, vegetarianos e vegetarianas, gays e tantos grupos que são igualmente excluídos, pelas piadas e nas entrelinhas que disfarçam esta opressão.
Há piadas ou demandas de liberdade que fazem reivindicações de inclusão parecerem palavrões quando se fala de feministas e de vegetarianas e outros grupos para evocar esta liberdade que é apenas o reforço de uma posição já garantida, o lugar da dominação (sem falar no espaço poderoso numa mídia poderosa) : liberdade individual, quando se reclama que não se pode mais nada !
Então enquanto falta a muitos comida, qualquer comida, moradia, segurança, saúde, e até mesmo dignidade e estes direitos já reconhecidos como fundamentais, há quem em nome da liberdade insulte vegetarianos,feministas e minorias excluídas, às vezes de forma agressiva como se o desejo de liberdade desse um álibi , uma desculpa moral, para ofender ou rir, desvirtuando até o sentido da palavra liberdade. (Liberdade que estes grupos excluídos nem sempre conhecem e que precisam de legislações especiais para garantir algum espaço que mesmo assim nem sempre é respeitado).
Nós prezamos a liberdade, até porque recém começamos a conhecê-la e para nós ela tem um valor muito especial, porque é o resultado da conquista de homens e mulheres que bravamente souberam lutar pela liberdade e direitos de muitos. Para muitos de nós esta liberdade ainda não existe como para outros, por isto para nós ela tem um valor muito maior, porque ela é sinônimo de direitos e de Justiça , mas ainda assim falamos de liberdades diferentes, porque queremos este bem para todos.
Mas vejam de que liberdade falam quando pedem para "poder mais" ! A liberdade para beber e dirigir, a liberdade para falar no celular enquanto dirigem, de fumar e causar danos a quem não quer fumar, e assim há muitas pessoas que querem este direito, o direito de garantirem estas liberdades. Ora, onde fica o coletivo ? Será que não renunciamos a isto ao delegar ao Estado o papel de defender nossos direitos ?
E num país em que se cobra tanto a decência política, será que não caberia se conjugar com a liberdade também a palavra deveres ?
Deveres combina com maturidade, com respeito, com coletivo e construção, e com palavras que são do campo semântico da solidariedade e compartilhar e no âmbito político, Estado Democrático de Direito e não mais , há muito tempo, apenas a liberdade individual como um valor maior. Temos algo muito valioso a preservar que é o bem comum, a vida e os direitos de todos; a dignidade e a liberdade de todos !
Eu também tenho um sonho, um sonho de que um dia todos lutem pela liberdade e justiça de todos e não somente a sua, e de que a ética dê lugar ao Direito e de que um dia as leis não precisem ser criadas porque a consciência ética norteará os atos de todos os homens e mulheres e não existirá o forte dominando o fraco. Todos entenderão que a terra, a vida e a natureza, devem ser respeitadas como valores intrínsecos e a solidariedade será um valor cultuado por todos, e que dará sentido à palavra liberdade e isto bastará para que todos cuidem da terra, da natureza e de toda a vida e daqueles que precisam da cooperação de todos para viveram com dignidade.
Porque a paródia a esta altura ? Porque aquele que falou de sonhos que continham o sentido deste respeito que buscamos era negro num país em que negros não tinham os mesmos direitos que os brancos dominantes e cujo filho negro é vegetariano radical (vegano), assim como foi sua esposa negra e vegetariana ! Eles tinham ideais que comportavam a liberdade, mas para todos.
Nós vegetarianas, gordos, homossexuais, pernetas, loiras, japoneses ou outros grupos que podem ter o sentido pejorativo diluído, mas não excluído, no conjunto de piadas que incluem grupos não excluídos,quando nos atacam não queremos "brigar"nem temos esta agressividade ou seriedade que nos querem imputar de forma tão hostil. Queremos apenas respeito, espaço para reivindicar, se possível mostrar outros valores além daqueles que se perpetuam na cultura hegemônica condicionada que tem naturalizado a violência para com os animais como tem sido para com as minorias que ainda são fonte de piadas. As piadas, desde que não sejamos o alvo indigno, e as alegrias são bem-vindas, aliás, já demonstramos que sabemos responder com bom humor, mesmo quando não nos dão direito de resposta, ou nos agridem com palavras depreciativas.
Nem cabe aqui falar dos valores dos defensores dos animais, mesmo que seja um mundo que começa a despertar para uma ética mais abrangente e que sabe renunciar a certos prazeres (criados pela cultura) em detrimento de um bem maior. Não comparamos animais-humanos com animais-não-humanos, porque nosso ideal de liberdade começa com o respeito às diferenças e a possibilidade de dignidade da não exploração de nenhum ser. Valorizamos a liberdade para todos, mas mais ainda o bem comum que é o que nos garantiria a vida pacífica e harmônica em sociedade. Isto pode ser oposto à liberdade individual e deve ser preservado e cultuado. E é o que parece que entenderam os legisladores quando criaram certas leis que impedem que algumas pessoas, em uso de sua liberdade, causem danos a terceiros, por lhes faltar a responsabilidade ou mesmo maturidade ética de perceber que há condutas que podem lesar e mesmo acabar com a vida de outras pessoas. Para estas pessoas criou-se a legislação, para haver um impedimento externo já que não há, em alguns casos, responsabilidade ou um impedimento moral que as impeça de beber e dirigir, fumar e causar danos a terceiros e outras condutas que têm gerado toda a sorte de contingências infelizes na vida de tanta gente, porque algumas pessoas no uso de sua bendita liberdade acabaram por causar !
Sim a liberdade é um bem, mas a justiça é outro bem também. Viver em liberdade é um bem, mas viver em harmonia com as demais pessoas (e a natureza) é outro bem. É um bem que os vegetarianos cultuam. Também tentamos cultivar o respeito, mas parece que tem nos sobrado mais a coragem de vivermos num mundo que pensa diferente de nossos princípios. É preciso muita para conseguirmos nos opor à ideologia dominante a despeito de agressões sem direito de resposta e do lugar ridículo que tentam nos colocar.
Mas mesmo assim nossa posição é confortável, porque é confortável a sensação da consciência tranqüila, não somente pelo respeito aos demais seres a quem queremos estender a liberdade. Isto ocorre também porque nosso discurso é pragmático e não apenas uma revolta agressiva para quem nos combate. Valorizarmos não somente a justiça, mas a liberdade de uma forma mais abrangente e não somente a nossa liberdade. Sim temos que ser muito corajosos, para nos opormos ao pensamento dominante e ainda manter o bom humor mesmo quando nos criticam, ridicularizam e agridem, mas isto me parece que é um problema que sabemos tolerar.
Queria poder encerrar de forma mais humorada, mas meu álibi me trai e me leva além do humor, me leva à paixão, de quem preza a Justiça que para mim é o oposto da covardia de subjugar quem não pode se defender. Minha formação me permite compreender o condicionamento que existe nesta atitude predadora que naturaliza a crueldade. Afinal somos mais livres de quem nos critica em nome da liberdade, porque pudemos nos libertar do condicionamento social e escolher com CORAGEM outra forma de viver. Não existe nenhuma liberdade no condicionamento social !
Sim, vegetarianos são muito corajosos, por se oporem à ideologia dominante e as vegetarianas muito tolerantes, por saberem ouvir e responder com bom humor e boa vontade para quem ainda não nos tolera e aceita. Faço uso deste bem,a liberdade, para defender não somente a minha liberdade ou uma posição de poder que não tenho neste universo tão desigual, assim como faço uso deste bem para tentar defender quem não pode se defender da iniqüidade e da desigualdade. Meu álibi não é o do humor, mas do ativismo e meu discurso não é o da liberdade individual , mas o da Justiça, para todos.
Eliane Carmanim Lima, Porto Alegre, 4 de julho de 2008.


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* Este texto é apenas uma resposta e por isto são citados outros grupos que também são alvo de algumas observações preconceituosas o que me levou a escrever este texto. Abaixo segue uma resposta que apresento para contextualizar a palavra covardia que empreguei anteriormente.
Resposta a uma empresa que patrocinava rodeios e que em resposta a nosso boicote alega não estarem fazendo nada ilegal.

Cara ...,

Agradeço também a resposta. Imagino que este não seja o único email que vocês receberam solicitando que vocês não invistam em rodeios.

Eu entendo que vocês ainda não refletiram sobre o assunto, porque como socióloga, sei que a força cultural exerce um peso muito grande em nossos hábitos "naturalizando" a crueldade com os animais, a ponto disto ser considerado apenas "um esporte", ou lazer "saudável" com suporte legal ! Foi assim também na época da escravidão , quando era natural "possuir" seres humanos de outra cultura como escravos e era normal torturá-los também. Também era normal, inclusive com suporte legal, da mesma forma que a escravidão, bater em mulheres e crianças, já que vigorava até pouco tempo o "pátrio poder". O que sabemos é que as leis vão lentamente acompanhando as mudanças sociais , infelizmente, de forma bem mais lenta que nosso "consciente coletivo" , ou seja, é normal e legal usar animais como diversão. Para nós que "somos mais sensíveis" como disseste, isto não deixa de ser um ato "bárbaro" como na época das arenas romanas, mas com o respaldo social que este gesto acompanha só nos restam ações como esta : boicote a empresas que patrocinam "diversão" a custa do sofrimento de animais que são completamente desprotegidos e mais fracos do que nós humanos que temos todo o acúmulo da cultura e da civilização no nosso encalço para respeitá-los e protegê-los ao contrário de covardemente sacrificá-los ou torturá-los.

Desculpa as palavras fortes, mas para nós isto não passa de covardia.Porque mesmo o Direito crítico, que eu defendo ,entende que devemos proteger os mais fracos e é assim que vemos os animais que são criados da forma que são , para uso de uma única espécie. Como disse no email abaixo: não entendemos que os animais e a natureza existem para nos servir, mas todos fazemos parte disto como um todo e nós humanos, pela cultura e conhecimento acumulado, teríamos condições de proteger os mais fracos e não o contrário como viemos fazendo.

Gostaria de acrescentar que hoje em dia há muitos protetores de animais em todo o planeta e mesmo no Brasil este número é crescente e chegará o momento que empresas como a "X" não vão poder mais argumentar com leis. Sim, vocês não fazem nada ilegal, mas estão patrocinando o sofrimento de animais. E um animal que é amarrado , caçado, laçado em fuga, montado, esporado é torturado física e psicologicamente, sem falar dos filhotes que são separados das mães, coisa que é inconcebível para qualquer ser humano.

Como eu dizia, hoje em dia há muitos protetores de animais como eu, alguns inclusive vegetarianos por amor aos animais , como eu mesma que sou há 20 anos, e o número cresce rapidamente a cada mês. Sei que nos Estados Unidos virou até moda, o que para nossa causa é excelente.

Temos inclusive o apoio de uma empresa , a Olvebra, que não importa por que motivação, criou uma linha de produtos de soja, incluindo chocolates ! Estes produtos estão sendo muito bem recebidos pelo mercado de vegetarianos e simpatizantes (há alguns que o fazem por razões de saúde) e são bem saborosos e bem consumidos por nós. Aguardamos o momento em que eles possam ser economicamente mais acessíveis para que "economias mais sensíveis" possam incorporar este produto nos nossos hábitos como gostaríamos de fazer mais freqüentemente.(Pensem nisto antes que outra empresa o faça e isto com certeza acontecerá mais dia menos dia. A Olvebra pode não ser grande como outras (...), mas vai chegar o momento em que eles também acordarão que precisam mudar !)

Escrevo isto a título de sugestão, porque uma empresa como "X", bem que poderia fazer experiências e ver que há um grande mercado que não quer consumir leite ou produtos de fonte animal (chama-se a isto vegano).

Vou enviar abaixo sobre a mesma questão e o impacto que o ativismo protetor animal vêm fazendo nos Estados Unidos.

Se vocês precisarem de qualquer informação ou sugestão a este respeito eu teria muita satisfação em ajudar.

Temos uma causa, somos muitos, somos motivados por um grande amor e respeito a este "irmãos desprotegidos" (e que não consideramos inferiores) e não queremos que eles sejam alvo de sofrimento ou "espetáculo" sádico de seres que teriam condições de ser mais conscientes ou "inteligentes", nós seres humanos.

Conseguimos pelas mesmas razões e ações, fechar circos, conseguimos também criar a primeira jurisprudência que permite que alunos abstenham-se em aulas com vivisecção aqui no estado mais carnívoro do país e agora estamos boicotando as empresas que patrocinam rodeios.

Mais uma vez, obrigada pelo retorno e sintam-se a vontade para contatar-nos se resolverem parar de patrocinar de qualquer forma os rodeios e se quiserem também criar uma linha de produtos de soja. Ajudaríamos a divulgar (e colocar na lista dos que não patrocinam rodeios) e consumir !

Atenciosamente,

Eliane C. Lima ( escrito em novembro de 2006 eu apenas mudei um exemplo acima, da objeção de consciência).

"Algumas verdades são difíceis de ouvir porque, se você realmente as ouvir, e entender que elas são realmente verdade, então você tem que mudar. E mudar pode ser muito inconveniente". Al Gore

P.s: retirei o nome da empresa que além de não patrocinar mais rodeios, acabou ainda atendendo nossa sugestão e fez um produto especial para nós , saboroso e sem nada de origem animal !

Os veg e os anti-veg

Hoje em dia existem pessoas que se opõem ao nosso vegetarianismo ético e nos atacam.
Da nossa parte isto é o que menos importa, ir contra pessoas, estas ou aquelas, mesmo que existam entre nós pessoas que acabem em oposição a outras que pensam diferente. Mesmo que nossa causa nos leve a conflitos muito evidentes e às vezes nada pacíficos, ainda assim não é este nosso foco, atacar pessoas ou grupos.
Entre nós há também diferenças e mesmo divergências, como existem em todos os grupos, mas temos, entre nós os veg, um mesmo ideal.
Não existe nenhuma diferença entre nós veg e os anti-veg, porque somos todos singulares e diversos e em vários aspectos semelhantes em outros diferentes e humanamente cheios de idiossincrasias , mas há algo que nos diferencia radicalmente.
Enquanto os anti-veg estão unidos contra nós, nós estamos unidos pelos animais ; enquanto os anti-veg existem por que existimos e unem-se para nos atacar, nós existimos porque não aceitamos a exploração dos animais.

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Poderia dizer que sou psicóloga, socióloga ou pesquisadora,ou mesmo professora, mas prefiro dizer que sou apenas uma ativista engajada pelas causas que abraço, mesmo que as condições nem sempre permitam investir nestes projetos como eu gostaria.Minhas causas são as dos indefesos e/ou injustiçados, os animais, a natureza e os excluídos. Não basta ser sustentável, é preciso ser ético ! www.facebook.com/eliane.veggie e Twitter : @elianeveggie
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